De repente, meus defeitos aparecemBem ali, no feio meio da cidade
Me confrontam e em muito me enfurecem
Chamam alto pela tal Realidade
Ela insiste em dizer que está feliz
Que não mais quer exercer o seu ofício
Bem tranquila, num quartinho na matriz
Ela vive em sintonia com seu vício
Eu me alegro por não vê-la mais por perto
Mas, no fundo, sinto ser inevitável
Muito em breve, minha vida a céu aberto
Se abrirá em um discurso inesgotável
...
Eu julgava ser tão fácil me entender
E pensava os meus medos ter vencido
Enganei-me pra tentar, então, crescer
E, ao fazê-lo, vi meu ego envaidecido
Corro, então, pros braços da Realidade
Peço a ela que retome o seu posto
Que me faça discernir o que é verdade
E um sorriso delineie em meu rosto.
- Priscilla Falçarella -
Saudade deste blog!!
ResponderExcluirE as palavras que introjetam na mente e coração, que fazem pensar e sentir, sentir e chorar, chorar e sorrir. No encontro do eu, o verdadeiro.
Bjos